Listas me afligem.
Colocar num ranking desejos e sonhos, listar pontos fortes e fracos, padronizar um jeito de ser entre números de um à dez é cansativo.
Ao fazer uma lista eu me prendo entre algumas coisas que posso ser ou fazer e deixo de lado todas as outras possibilidades. E a vida é tão cheia de possibilidades.
Eu não quero ser embalada em poucas opções, não quero me sufocar com tópicos, não quero ser martirizada com metas de curto e médio prazo e depois ficar sofrendo se não cumpri, sem me dar conta que outras opções entraram no caminho.
Listas de ano novo me cansam, por isso já não as faço há anos.
Decidi que repensar a vida não tem data marcada, ela pode acontecer a qualquer momento, em um domingo qualquer de maio ou numa terça de abril, não preciso de uma data única para rever minha história e decidir mudar ou seguir em frente. Eu faço isso a todo o momento, com cada decisão que tomo.
E sou mais feliz assim. sou menos ansiosa, menos irritada, mais tranquila.
Listas me entristecem.
Ter de me comparar constantemente com quem é mais ágil, mais inteligente, mais bonito, mais líder, mais disciplinado..aff! Ter de definir quando, onde e como vou fazer tal coisa, nos mínimos detalhes me tiram o prazer de descobrir o novo, de sair do convencional, de me aventurar no desconhecido.
Vou começar o ano da mesma forma que terminei, em paz.
Porque eu desejo saúde, gratidão, amor, alegrias, luz, amizades o ano todo, para todos.
Eu sofro com as pessoas que vão embora o ano todo.
Eu rezo, medito e procuro melhorar o ano todo.
As coisas que desejo, desejo o ano todo e pode mudar de uma hora para outra.
Não preciso fazer uma lista destas coisas no ano que começa.
Eu tenho guardado aqui no meu coração.
Por um ano sem listas, 2014
Me, myself and the others!!!!
About Me
- Mi Keller
- "Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar! Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre" (Clarisse Lispector)
Sunday, December 29, 2013
Thursday, November 21, 2013
O que aprendi nos canyons
Ao optar por um lugar, escolhe-se também para qual momento da vida se irá olhar. E em cada momento que passa é um pouco de nós que estamos compartilhando com o que está na volta. É preciso coragem para estar só. É preciso coragem para mergulhar e descobrir novos caminhos.
É preciso grandeza para se render ao novo. É preciso estar aberto para aprender.
Assim como borboleta que demora tempos num casulo e depois vira borboleta por apenas algumas horas. isto aprendi, e aprendi mais
Aprendi que é fundamental estar só, mas que também precisamos de gente.
Aprendi que o silêncio fala muito mais alto do que algumas conversas.
Aprendi que um rio pode ficar muito cheio em questão de poucas horas e por isso é preciso estar atento.
Aprendi que gafanhotos se movem em bandos, por segundos..depois param, numa sincronia fantástica!
Aprendi que numa picada de cobra, não se deve fazer torniquete, o mais importante é não se movimentar muito, mas que cobras só saem quando tem sol.
Aprendi que existe uma árvore de caule branco (não me recordo o nome) que vive em uma simbiose perfeita com formigas. E estas moram dentro da árvore, até ela crescer e soltar sua folhas, formando uma cama para outras espécies. Então as formigas deixam o caule e vão viver no solo.
Aprendi que árvores do tipo "pinho" são consideradas intrusas, porque abafam o solo e não deixam outras espécies nascerem. Aprendi que um banho de rio ou de cachoeira renova, acalma, relaxa e te deixa em comunhão total com o universo.
Aprendi que um pouco de luxo faz bem a auto estima, mas que o essencial está a nossa volta.
Aprendi que é preciso coragem para estar só..
E aprendi que a vida deve ser vivida aos poucos, celebrando cada momento, sentindo a presença de Deus em pequenos gestos..
Aprendi que não é você quem escolhe o tempo, mas sim o tempo que escolhe quando irá se abrir para você..
E aprendi que é preciso coragem para voltar.
É preciso grandeza para se render ao novo. É preciso estar aberto para aprender.
Assim como borboleta que demora tempos num casulo e depois vira borboleta por apenas algumas horas. isto aprendi, e aprendi mais
Aprendi que é fundamental estar só, mas que também precisamos de gente.
Aprendi que o silêncio fala muito mais alto do que algumas conversas.
Aprendi que um rio pode ficar muito cheio em questão de poucas horas e por isso é preciso estar atento.
Aprendi que gafanhotos se movem em bandos, por segundos..depois param, numa sincronia fantástica!
Aprendi que numa picada de cobra, não se deve fazer torniquete, o mais importante é não se movimentar muito, mas que cobras só saem quando tem sol.
Aprendi que existe uma árvore de caule branco (não me recordo o nome) que vive em uma simbiose perfeita com formigas. E estas moram dentro da árvore, até ela crescer e soltar sua folhas, formando uma cama para outras espécies. Então as formigas deixam o caule e vão viver no solo.
Aprendi que árvores do tipo "pinho" são consideradas intrusas, porque abafam o solo e não deixam outras espécies nascerem. Aprendi que um banho de rio ou de cachoeira renova, acalma, relaxa e te deixa em comunhão total com o universo.
Aprendi que um pouco de luxo faz bem a auto estima, mas que o essencial está a nossa volta.
Aprendi que é preciso coragem para estar só..
E aprendi que a vida deve ser vivida aos poucos, celebrando cada momento, sentindo a presença de Deus em pequenos gestos..
Aprendi que não é você quem escolhe o tempo, mas sim o tempo que escolhe quando irá se abrir para você..
E aprendi que é preciso coragem para voltar.
Wednesday, October 09, 2013
Para viajar na maionese não precisa gasolina
Mas precisa peito. Precisa tempo e disposição.
Para viajar na maionese, tem que ter leveza de espírito,
precisa tirar o pé do chão, sacudir a poeria, vestir a
melancia no pescoço sem vergonha. Para "travel in the maionese"
tem que ter um parafuso a menos, saber rir de si mesmo, rir
dos outros e da vida. É preciso raça para levar
todos os tapas na cara, os olhares estranhos.
Viajar na maionese não é para qualquer um não!
É,, tipo assim..ser a ovelha negra da família, a louca
do pedaço, a fora da casinha. É não se encaixar no
padrão esperado por todos, é ser anticonvencional,
é não ter amarras, é se jogar na piada.
Viajar na maionese é se permitir ser quem você é
mas nunca é..saca? E fazer uma viagem sem ter tomado
nada. É sair do ar estando de corpo presente.
É libertação.
Sunday, September 29, 2013
Mais um carta..e a história da mobilete
Dessa vez do meu amigo Fábio..8/dez/81. Ele me conta que ficou em recuperação em física e matemática e que tinha conhecido uma pessoa de modo diferente, mas não podia me contar, apenas pessoalmente. Ai pede para eu reunir a turma e avisá-lo. Fábio é um querido amigo de longa data, hoje mora em Sp, é ator, quase não conseguimos nos ver mais.
..E tantas letras que formam uma história
tantas lembranças que se juntam para formar um conto
Um "a" que fica perto de um "m" formando a palavra "amigo"
Nem ontem, nem hoje, um breve suspiro, um sopro de lembrança...
Ahahaha, lembrei de uma história ótima com ele. O Fábio tinha uma "mobilete", lembra aquelas motinhos que eram uma febre? Pois é, e todos queriam andar na mobilete dele, só que a mãe dele não deixava ele emprestar. Mas como o Fábio era parceiro, ele deixou eu dirigir, só que tinha chovido e acabamos escorregando e a tal da moto estragou. Como tudo era motivo para rir, voltamos para a casa da Dani para contar o que havia acontecido, só que o Fábio estava desesperado pensando na reação da mãe dele e eu e a Dani estávamos nos mijando de tanto rir.
Ele chamou a mãe e ficou do lado de fora do prédio dando explicação, gaguejando, tentando inventar uma história para livrar nossa cara e eu e a Dani ficamos escondidas do lado de dentro escutando tudo, dando gargalhadas, imaginando a cara dele..foi muito divertido e até hoje lembramos dessa história :-)
..E tantas letras que formam uma história
tantas lembranças que se juntam para formar um conto
Um "a" que fica perto de um "m" formando a palavra "amigo"
Nem ontem, nem hoje, um breve suspiro, um sopro de lembrança...
Ahahaha, lembrei de uma história ótima com ele. O Fábio tinha uma "mobilete", lembra aquelas motinhos que eram uma febre? Pois é, e todos queriam andar na mobilete dele, só que a mãe dele não deixava ele emprestar. Mas como o Fábio era parceiro, ele deixou eu dirigir, só que tinha chovido e acabamos escorregando e a tal da moto estragou. Como tudo era motivo para rir, voltamos para a casa da Dani para contar o que havia acontecido, só que o Fábio estava desesperado pensando na reação da mãe dele e eu e a Dani estávamos nos mijando de tanto rir.
Ele chamou a mãe e ficou do lado de fora do prédio dando explicação, gaguejando, tentando inventar uma história para livrar nossa cara e eu e a Dani ficamos escondidas do lado de dentro escutando tudo, dando gargalhadas, imaginando a cara dele..foi muito divertido e até hoje lembramos dessa história :-)
O ano é 1991..
Abro a primeira agenda e logo na primeira página já tem várias lembranças..só de olhar meus dados pessoais.
Constatação num 1: eu nem imaginava que ia existir celular. Ali naquelas páginas amarelas tem meu num de telefone da época quem morava em Canguçu (sim, existe no mapa e fica perto de Pelotas.)
Constatação num 2: SEMPRE deixava dados de contato em caso de emergência (do meu pai, no caso). faço isso até hoje.
Logo no dia 1 de jan já escrevo que tinha passado o ano novo em Osório (cidade onde morei dos 2 anos até os 14). lembro que foi uma dor imensa ter ido embora de lá, deixar tantas amizades, primeiro amor..e sempre que dava eu retornava. Pois então, passei a virada no GAO (clube local) e 'não fiquei com ele". Ele no caso foi meu primeiro amor e namorado. :-0
Nas próximas páginas tem várias frases e poemas, acho que estava com preguiça de escrever..ai encontro uma longa carta, de mim para eu mesma. Como eu escrevia! Eu era muito intensa, tinha muita coisa para botar para fora. Esta dizia assim:
"A chuva cai lá fora e no entanto eu me sinto seca. Ela está tão próxima que se eu estender a mão posso tocá-la. Mas é claro que eu não faria isso, não seria ético (?? o que se passava na minha cabeça). Mas e dai? Se eu quiser deixar a água bater em meu rosto, em meus lábios e beber como se fosse vinho..." E segue com vários questionamentos sobre Deus e a humanidade..ehehehe
Ai encontro uma carta, de 1994, de uma amiga, a Dani (nos vemos até hoje), digitada no computador em DOS!! Dizendo que está com saudades. Era bom receber cartas, esse objeto raro que ninguém mais faz. A Dani me conta que tinha ido acampar com vários amigos na Borrúcia, que tinha ficado com o Jean, amigo do Júnior, que era namorado da Ale! (oh tempo bom!). Disse ainda quele era querido mas não era bonito. Ela estava fazendo um curso de operador de computador (!) no Senac (anos depois estou trabalhando no Senac), que havia rodado nas 3 cadeiras da faculdade mas me prometia melhorar. Na época ela morava em POA e eu em Santa Maria já. No outro lado ela escreve novamente que não havia colocado a carta anterior no correio, era época da copa, o Brasil ganhou o Tetra e ela conta como foi a festa e a despedida de uma amiga que foi embora para Minas. E fala, claro, do Jean.
Esse tempo era bom d+, não tínhamos muitas preocupações, somente em saber onde era a próxima festa e porque o "gatinho da vez" não nos dava mais bola eheheeh.
Voltando para a agenda acho um xerox de uma matéria da Capricho com o seguinte título:
"Bilhetinho Azul: você levou um fora e agora não sabe o que fazer". ahahahahaha
Por que eu guardava isso???
Em seguida escrevo que estou muito triste porque não vou passar o carnaval em Osório e que o Sandro (um carinha que eu era meia apaixonada) tinha ido para o Cassino.
* 17 de Jan de 1991 a Guerra havia estourado (acho que foi a do Golfo) e eu fui jogar ping pong no clube :-)
** 20 jan/91 : Sandro me levou em casa de "Escort"
** 21/jan/91 Fui para Osório e as primeiras pessoas que fui ver foram a Narla e o Marcelo..porque será? ehehe
** 24/jan/91 fui a praia e "surfei"(eu surfei um dia???) aparentemente perdi 500 reais mas conheci uns gatinhos nesse dia..ahahahaha A Adri e a Dani estavam comigo
Bom, o resto dos outros dias foram recheados de preocupações em torno do Marcelo, que hora me dava bola, hora me ignorava. A Narla e Vania eram minha detetives, me contanto com quem ele ficava e tal..ahahaha
Várias folhas são para contar meus dias em Canguçu, idas ao clube, piscina e registrar TODAS as vezes que o Sandro tinha me dado oi (!). Então, eu era apaixonada pelo Marcelo mas tinha uma queda pelo Sandro..confuso não?
Constatação num 1: eu nem imaginava que ia existir celular. Ali naquelas páginas amarelas tem meu num de telefone da época quem morava em Canguçu (sim, existe no mapa e fica perto de Pelotas.)
Constatação num 2: SEMPRE deixava dados de contato em caso de emergência (do meu pai, no caso). faço isso até hoje.
Logo no dia 1 de jan já escrevo que tinha passado o ano novo em Osório (cidade onde morei dos 2 anos até os 14). lembro que foi uma dor imensa ter ido embora de lá, deixar tantas amizades, primeiro amor..e sempre que dava eu retornava. Pois então, passei a virada no GAO (clube local) e 'não fiquei com ele". Ele no caso foi meu primeiro amor e namorado. :-0
Nas próximas páginas tem várias frases e poemas, acho que estava com preguiça de escrever..ai encontro uma longa carta, de mim para eu mesma. Como eu escrevia! Eu era muito intensa, tinha muita coisa para botar para fora. Esta dizia assim:
"A chuva cai lá fora e no entanto eu me sinto seca. Ela está tão próxima que se eu estender a mão posso tocá-la. Mas é claro que eu não faria isso, não seria ético (?? o que se passava na minha cabeça). Mas e dai? Se eu quiser deixar a água bater em meu rosto, em meus lábios e beber como se fosse vinho..." E segue com vários questionamentos sobre Deus e a humanidade..ehehehe
Ai encontro uma carta, de 1994, de uma amiga, a Dani (nos vemos até hoje), digitada no computador em DOS!! Dizendo que está com saudades. Era bom receber cartas, esse objeto raro que ninguém mais faz. A Dani me conta que tinha ido acampar com vários amigos na Borrúcia, que tinha ficado com o Jean, amigo do Júnior, que era namorado da Ale! (oh tempo bom!). Disse ainda quele era querido mas não era bonito. Ela estava fazendo um curso de operador de computador (!) no Senac (anos depois estou trabalhando no Senac), que havia rodado nas 3 cadeiras da faculdade mas me prometia melhorar. Na época ela morava em POA e eu em Santa Maria já. No outro lado ela escreve novamente que não havia colocado a carta anterior no correio, era época da copa, o Brasil ganhou o Tetra e ela conta como foi a festa e a despedida de uma amiga que foi embora para Minas. E fala, claro, do Jean.
Esse tempo era bom d+, não tínhamos muitas preocupações, somente em saber onde era a próxima festa e porque o "gatinho da vez" não nos dava mais bola eheheeh.
Voltando para a agenda acho um xerox de uma matéria da Capricho com o seguinte título:
"Bilhetinho Azul: você levou um fora e agora não sabe o que fazer". ahahahahaha
Por que eu guardava isso???
Em seguida escrevo que estou muito triste porque não vou passar o carnaval em Osório e que o Sandro (um carinha que eu era meia apaixonada) tinha ido para o Cassino.
* 17 de Jan de 1991 a Guerra havia estourado (acho que foi a do Golfo) e eu fui jogar ping pong no clube :-)
** 20 jan/91 : Sandro me levou em casa de "Escort"
** 21/jan/91 Fui para Osório e as primeiras pessoas que fui ver foram a Narla e o Marcelo..porque será? ehehe
** 24/jan/91 fui a praia e "surfei"(eu surfei um dia???) aparentemente perdi 500 reais mas conheci uns gatinhos nesse dia..ahahahaha A Adri e a Dani estavam comigo
Bom, o resto dos outros dias foram recheados de preocupações em torno do Marcelo, que hora me dava bola, hora me ignorava. A Narla e Vania eram minha detetives, me contanto com quem ele ficava e tal..ahahaha
Várias folhas são para contar meus dias em Canguçu, idas ao clube, piscina e registrar TODAS as vezes que o Sandro tinha me dado oi (!). Então, eu era apaixonada pelo Marcelo mas tinha uma queda pelo Sandro..confuso não?
Porque minhas violetas não dão flores...
Esse era para ser o título do livro que ia escrever..ou que vou escrever..achei bonito, intrigante e divertido.
Ai, remexendo no passado, percebi que minha vida está recheada de flores, várias cores e formatos, com sentimentos diversos.
Remexer no passado é algo perigoso, pode dar tontura, palpitação, excitamento, crise de riso, choro compulsivo, revolta. É um risco olhar pelo espelho retrovisor e ver quem você era e no que se tornou. Mas também é uma viagem fascinante!
Sabe aquelas agendas, cheias de recortes, adesivos, poemas, cartões grudados, papel de bala e tudo o mais que uma vida inteira permitiu ficar registrado ali? Essas agendas que não tenho coragem de botar fora porque toda a minha história está escrita em caneta verde, rosa, amarelo e fosforescente. E essas histórias que não são só minhas, são de outros tantos. Como botar fora isso? Não dá! É até um desrespeito com toda essa gente.
Então resolvi transcrever. Transcrever todos os anos que ainda tenho guardado, todas as cartas que recebi (sabe o que é uma carta? nem existe mais, acho). Bom..e ai segurem-se firme, tem muita coisa para contar.
Muitos irão reviver suas histórias também..não sei se posso citar nome, isso dá processo? ehehehe
Ai, remexendo no passado, percebi que minha vida está recheada de flores, várias cores e formatos, com sentimentos diversos.
Remexer no passado é algo perigoso, pode dar tontura, palpitação, excitamento, crise de riso, choro compulsivo, revolta. É um risco olhar pelo espelho retrovisor e ver quem você era e no que se tornou. Mas também é uma viagem fascinante!
Sabe aquelas agendas, cheias de recortes, adesivos, poemas, cartões grudados, papel de bala e tudo o mais que uma vida inteira permitiu ficar registrado ali? Essas agendas que não tenho coragem de botar fora porque toda a minha história está escrita em caneta verde, rosa, amarelo e fosforescente. E essas histórias que não são só minhas, são de outros tantos. Como botar fora isso? Não dá! É até um desrespeito com toda essa gente.
Então resolvi transcrever. Transcrever todos os anos que ainda tenho guardado, todas as cartas que recebi (sabe o que é uma carta? nem existe mais, acho). Bom..e ai segurem-se firme, tem muita coisa para contar.
Muitos irão reviver suas histórias também..não sei se posso citar nome, isso dá processo? ehehehe
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